Na Gazeta do Povo, Requião acha normal acumular salário de senador com aposentadoria

A Gazeta do Povo questionou hoje (terça-feira, 26) os três principais candidatos – Beto Richa (PSDB), Gleisi Hoffmann (PT) e Roberto Requião (PMDB) – sobre o pagamento de aposentadorias para ex-governadores. unnamed (88)Requião, que recebe o benefício, é favorável ao pagamento vitalício de R$ 29 mil mensais. Beto Richa entende que só os ex-governadores que ocuparam o cargo antes de 1988 têm direito ao pagamento e Gleisi defende o pagamento, mas é contrária à acumulação de benefícios – o caso de Requião. Juntos, acumulados os salários de senador e a aposentadoria, a renda mensal de Requião chega a R$ 58 mil mensais.
Requião não tem o que reclamar da vida. Em abril, o Governo do Paraná depositou em sua conta, R$ 499,13 mil em retroativos da ‘aposentadoria’ como governador entre maio de 2011 e agosto de 2012. O benefício fora suspenso em maio de 2011 e Requião acionou a justiça e por liminar o dinheiro voltou a ser depositado mensalmente a partir de setembro de 2012. Em segundo movimento, Requião, através de decisão do Tribunal de Justiça, conseguiu receber os 16 meses em que a aposentadoria não foi depositada. Entre julho de 2010 até julho deste ano (2014), Requião já recebeu R$ 1,42 milhão (valores corrigidos) de aposentadoria.
Entre outubro de 2010 e abril de 2011, Requião recebeu R$ 24,1 mil mensais como aposentado. Recebeu ainda um retroativo – no valor de R$ 72,3 mil – referente a julho/setembro de 2010. São R$ 241,1 mil no período. Entre maio de 2011 a agosto de 2012, os retroativos da suspensão da aposentadoria somaram R$ 499,1 mil. E de setembro de 2012 até abril de 2014, foram mais R$ 540,07 mil. Os aposentados, como Requião, recebem ainda o 13º salário (foram quatro pagamentos até agora).
 
Em um terceiro movimento, Requião pretendia do Governo do Paraná, o pagamento de multas de suas pendengas judiciais. Em uma delas, o Tribunal de Justiça disse não. Acionado pelo ministro Paulo Bernardo (Comunicações), o TJ-PR manteve a decisão que condenou Requião a pagar R$ 75 mil, em valores atualizados, de indenização por danos morais ao ministro. Requião tentou jogar a conta para o Estado pagar, alegando que fez a declaração como governador, e não como pessoa física.
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