Apenas 20,7% das obras do PAC Saúde estão prontas

Apenas 20,7% das ações previstas no PAC para a área da saúde no Paraná foram concluídas desde 2011, ano de lançamento do programa. Os dados foram compilados pelo CFM (Conselho Federal de Medicina) a partir dos relatórios do Ministério do Planejamento. No Paraná, estava prevista a construção ou ampliação de 829 postos de saúde e de 28 UPAS. Dos primeiros, só 169 (20,3%) ficaram prontos e apenas duas UPAS foram abertas. As informações são do Thiago Machado do Metro Curitiba.unnamed (8)

De acordo com o dados de abril, os últimos disponíveis, de todas as ações do programa no Paraná (um total de 1.326), 31% nem saíram do papel, enquanto 68,9% estavam em obras ou já haviam sido entregues. Além de construção de postos, o PAC também previa obras de saneamento em
áreas indígenas, rurais de melhorias sanitárias nas cidades. Das 469 listadas, 21,9% foram entregues.

Na análise do presidente do CRM-PR (Conselho Regional de Medicina), Mauricio Marcondes Ribas os dados apontam para a ‘má gestão’ do governo federal. “Fica parecendo um programa eleitoreiro. Fazem uma análise rasa dos número e usam como programa, mas nada é entregue. Depois ainda vêm falar em PAC 3, sendo que 80% do anterior nem está pronto”, afirma.

Ministério da Saúde – A respeito do relatório do CFM, o ministério da Saúde afirma que, apenas na sua área, 266 de 1.228 projetos foram concluídos. O índice de execução é parecido com o apontado pelo CRM, de 21%.O órgão, no entanto, destaca que 450 das obras em postos de saúde foram aprovadas no segundo semestre de 2013 ou no primeiro de 2014 – caso dos projetos da Funasa – e nem poderiam estar prontos. Além disso as obras de saneamento têm prazos de 4 anos para terminar.

Destacando que as obras em postos de saúde são executadas pelas prefeituras, o ministério diz, em nota, que “para auxiliar os gestores locais tem adotado, desde 2013, uma série de ações a fim de aprimorar a execução das obras. Dentre elas, está a oferta de projetos arquitetônicos padrões para UPA e UBS, além do estabelecimento de prazo de 60 dias para atualização dos sistemas de monitoramento”.

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